quarta-feira, 11 de junho de 2014

Na contramão do coração


Onde você se encontra?
Por que estamos aqui?
Qual o sentido de tudo isso?
Por que acordamos todos os dias e vagamos por aí?
Cada qual com seu conforto
Seus caprichos
Suas lutas
Sua escravidão
Raro é tomar os rumos da própria história
Cortar os laços da marionete
Gritar a própria verdade

Vale a pena?

Sobrevivemos
Contamos centavos
Comemos sobras
Ou deixamos restos para os outros
Passamos bem
Passamos mal
Não nos importamos
Iludimos a alma com todo o tipo de invencionice humana
A vida, a humanidade...
Passam longe
Alguns racionalizam
Questionam
Mas não se comem sonhos
Nos dias que passam e nos que virão

Dinheiro
Filosofia
Poder
Arte
Vaidade
Ciência
Sucesso
Espiritualidade
Natureza
Amor próprio
Amor ao próximo
O que é certo?
Onde aprumar o cavalo?
As portas da percepção apontam rumos que nem sempre se pode desfrutar
Pode doer só de pensar
Na alma e na carne
Evoluir a consciência pode condenar ao tormento
Mas é o único caminho

Esta é a verdadeira bravura
A que realmente importa
A desculpa é que somos imperfeitamente humanos
Somos fracos
Temos medo de arriscar
Ou não temos outra alternativa
Não ousamos tentar
Somos um planeta de covardes, acomodados, alienados e aproveitadores

Cá estamos novamente 
Calados do lado errado da rua 
Na contramão do coração 
Mas fazer o que?
O sistema morto é forte

Ninguém é feliz sozinho
Somos a migalha da migalha do cosmos
Nãos nos permitimos sentir o equilíbrio de tudo o que existe
Rompemos a harmonia
Fingimos naturalidade
Heterogêneo fingimento
Arrogância
Egoísmo
Necessidade
Preservação
Ilusão 

Não compreendemos que que somos parte de um todo
Que não somos nada e que somos tudo
O sistema vivo
Como compreender?
Como sentir?
No bom sentido

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