quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O empresário é um herói!




O empresário não possui raios laser para aniquilar a concorrência, não possui visão de raios-X para ver se os seus empregados estão fazendo corpo mole durante o expediente e, muito menos, possui raios magnéticos e hipnóticos para atrair e conquistar clientes. Mas, mesmo sem poderes especiais, ele pode ser considerado um verdadeiro herói. Um super herói da vida real.
Há poucos dias ouvi uma pessoa comentar que sempre sonhou possuir um negócio próprio, mas que ao começar a trabalhar numa empresa e ver como tudo funcionava, os árduos processos gerenciais, os impostos e a sufocante burocracia, percebeu que era muito mais cômodo e aconselhável continuar como funcionária.
Veja como é “fácil” ser um empresário:
Primeiramente, o empreendedor ou empreendedora precisa apenas dominar alguns poderes, digo, habilidades como organização, comunicação, escrita, ética, foco em objetivos e responsabilidade. Depois precisa estudar muito, buscar experiência e formação certificada. Compreender finanças, recursos humanos, logística, marketing... Enfim, adquirir conhecimentos técnicos, científicos e também filosóficos, para desenvolver a criatividade e a autonomia do pensamento.
É importante ressaltar que este processo de estudo vai continuar ao longo de toda a sua vida. O empresário está condenado a manter uma busca constante por novidades e atualizações, evitando parar no tempo e perder competitividade.
O herói da nossa fábula moderna precisará ter a idéia do negócio que deseja empreender. Definir com o que vai trabalhar, como vai trabalhar, levantar o maior número de informações possíveis, aplicar pesquisas de mercado e elaborar o seu plano de negócios.
Somente então, com capital em mãos, plano traçado e os contatos certos, somados a muita determinação e atitude proativa, ele poderá abrir seu próprio negócio, buscar torna-se competitivo e, quem sabe, até lucrar dentro de alguns anos.
Caso não bastassem esses pequenos detalhes para o ser humano tornar-se um empresário, ele ainda precisa de suporte de outros profissionais para selecionar funcionários, contratar, despedir, necessita de apoio jurídico, contábil, de profissionais de informática, de publicidade... E a questão ganha ares de sanguinolentos filmes de terror quando abordarmos os impostos: é nota fiscal eletrônica, é ICMS, é PIS, é Cofins, é Simples, é CSLL, é IRPJ, é o SPED Fiscal... “S.O.S.”... É sigla que não acaba mais. Isso sem contar as exorbitantes taxas de luz, telefone e internet que o brasileiro já paga.
Espero que você ainda não esteja cansado e amedrontado para continuar, porque a situação piora. O Governo Federal, transferindo sua responsabilidade de educar e dar condições dignas de cidadania para a população jovem, criou um tal de Menor Aprendiz, que obriga o empresário a contratar jovens e treiná-los, seguindo uma rígida burocracia que, na maioria das vezes, representa apenas mais um custo para as empresas.
O empresário também precisa estar envolvido com a sua cidade, com o desenvolvimento coletivo de sua região. Por que? Porque ele mora nesse lugar e quer qualidade de vida para sua família e para sua comunidade. Quanto mais desenvolvida for à economia de sua cidade, melhores serão suas oportunidades de continuar lucrando. Quanto mais justas forem as condições sociais de sua cidade, melhor será o ambiente de convivência para todos. A força da coletividade é capaz de defender os interesses de uma classe, de uma população e de realizar transformações gigantescas numa localidade, mas é preciso contar com participação de seus membros.
Na teoria, herói é aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias. Para os gregos eram os grandes homens divinizados, para as civilizações modernas são os principais personagens de livros, filmes ou da vida real.
Caro empresário, se você leu até aqui e se reconhece nessas linhas, pode abrir a camisa, mostrar o “S” de “Super” no peito do uniforme, colocar a capa e sair voando pela janela. Você merece um passeio ao ar livre para aliviar um pouco o stress do cotidiano. Você é um herói.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Oba! É tempo de eleição!






Carros de som, programas exuberantes na rádio e na televisão, santinhos, santinhos e mais santinhos (na verdade, pelo trabalho, competência e resultados políticos apresentados nos últimos tempos deveriam se chamar diabinhos, seria mais honesto), mensagens SMS, e-mails, aperto de mãos, beijos em crianças, lágrimas, abraços suados e “sinceros” no povão, muita gente boa e cheia de ideias por um mundo melhor... Oba! É tempo de escolher e votar! Seja bem-vindo há mais um democrático, belíssimo e charmoso processo eleitoral brasileiro.
É uma verdadeira festa, o que é uma pena, pois o assunto é sério, determina o desenvolvimento do país, a qualidade de vida dos cidadãos e deveria ser encarado com mais responsabilidade e atenção por todos. Ao invés de aplaudirmos, gritarmos e darmos vitrines para nossos políticos, deveríamos direcionar-lhes olhares sérios, desconfiança, plena vigilância e muita cobrança por bons exemplos e resultados. Afinal de contas, vossos salários são pagos com nossos impostos.
O Brasil é um belo país, frase piegas, mas verdadeira. De natureza exuberante, cultura efervescente, vastas riquezas e um potencial enorme para tornar-se uma nação de verdade. Mas possui o dom trágico de insistir em não se consertar, em ser uma piada, e das mal contadas por sinal. Quando aparece bem na foto, geralmente é maquiagem para inglês ver e, até tem conseguido algum progresso, apesar dos políticos que possui (não generalizando, mas a maioria é inapropriada para a grandeza da pátria sim) e dos sistemas de gestão pública estabelecidos.
O que vou falar abaixo pode ser considerado uma grande besteira, é uma utopia das bravas e nem em 1.000 anos haverá a menor possibilidade de concretizar-se. Precisaria de muita vontade, diálogo, averiguação e bom senso político. São questões radicais, polêmicas, seriam necessárias novas leis, até de uma nova constituição, o que é extremamente complexo e praticamente impossível... Portanto, não é uma proposta, são apenas devaneios. Ainda é permitido usufruir da imaginação e é justamente isso que estamos fazendo... Estamos sonhando, e é bom sonhar, principalmente em tempos áridos. Digamos que os sonhos tornam a vida real suportável.
Então vamos lá, no melhor estilo ufanista Policarpo Quaresma, esperando não alcançar um “triste fim” como no clássico livro, vamos criar novas e inventivas regras para o processo eleitoral brasileiro para, na medida do possível, tentar coroar regentes mais apropriados:

Acabar com o voto obrigatório – Todos tem o direito ao voto, mas que não sejam obrigados, nem mesmo a justificar. Que saia de casa para votar somente quem estiver determinado, informado e conscientizado. Que vá votar apenas quem, depois das eleições, se dê ao trabalho de fiscalizar seus candidatos. Que a massa de manobra desinformada, e que muitas vezes acaba decidindo as eleições, fique em casa e não interfira das decisões sérias do país por uma obrigação legal ou direcionada por campanhas sedutoras.

Acabar com a produção publicitária – Infelizmente, a classe de colegas publicitários deve estar me odiando nesse momento, mas é apenas uma opinião ilusória, um ensaio ficcional. Lembram?  É necessário subtrair o clima de entretenimento das campanhas políticas. Os candidatos terão espaço nas rádios e na televisão mas, sem interlocutores, sem músicas ou recursos de edições de imagem, apenas eles, para falarem sobre suas propostas e debaterem entre si.
Outra grande vantagem dessa medida é o sepultamento dos gingles (músicas) engraçadinhos, onde pegam as piores músicas da sociedade, colocam umas letras com promessas falsas em cima e passam poluindo as ruas e os ouvidos da sofrida população. Sem contar a gigantesca economia de recursos sem produção de campanhas.

Promessas registradas em cartório - Sob pena de punição para o não cumprimento. Tem candidato que “viaja” mais em suas propostas do que eu escrevendo este texto. Como nossos avós diziam: tá na hora de honrar a palavra, nem que seja pela força. Propaganda enganosa é crime.

Titulação mínima para candidatos – Vereadores precisariam pelo menos possuir curso de nível superior presencial e uma pós-graduação para obterem o direito de candidatar-se para uma vaga na Câmara. Vai resolver o baixo nível dos vereadores no país: não, mas vai melhorar e muito, vai valorizar a educação e vai limitar os aproveitadores, os palhaços, as dançarinas e as “pseudo-celebridades” de se candidatarem. Para os demais cargos a exigência deve ser ainda maior.

Política não se mistura com religião – São duas poderosas forças, cada uma com o seu papel na sociedade. O estado é laico e deve tratar a todos os cidadãos igualmente e a história da humanidade comprova, grandes barbáries foram cometidas quando política e religião foram atreladas de maneira radical. Políticos não deveriam citar suas predileções religiosas e os grupos religiosos não deveriam jamais organizar reuniões ou demonstrarem apoio a qualquer candidato.

Prova de qualificação para a gestão pública – Quem se forma em Direito não tem que fazer a Prova da OAB? Então, quem almeja um cargo político também deveria passar por uma rígida avaliação, comprovando que entende de legislação, de gestão pública, de captação de verba, de projetos e que possuiu informação e visão científica sobre os problemas que assolam a nação.

Equiparar desvio de verbas públicas a crime de assassinato – Regra simples, radical e direta.

Salários justos – Um vereador jamais poderá possuir um salário maior do que os professores municipais. Acabar com as mordomias afastaria os aproveitadores.

Estes são alguns “insanos” pensamentos por um Brasil melhor. São utopias, mas podem ser uma boa reflexão.
Aos Prefeitos e Vereadores recém eleitos desejamos saúde, inteligência e paz de espírito para que consigam dar ao povo o respeito e o trabalho merecido. Esperamos, sinceramente, poder escrever textos mais engrandecedores sobre o legado da nova geração política daqui há quatro anos. Para nós, simples cidadãos mortais que aqui estamos, sobrevivendo em meio ao caos, desejamos sorte para os dias que vem. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Epifania ou algo assim




Epifania ou algo assim

Tem semanas em que um corvo senta no seu ombro.
Você começa a ser golpeado por todos os lados.  
São pancadas que vem dos outros e pancadas por culpa sua também.
Então você engata o pente na ponto 50 e atira em todas as direções.
E com raiva faz mais lambança ainda.

A vida passa rápido e você não pode perder o controle.
Você tem é que refletir para não perder o fio da meada.
Uma mente inquieta é vital para manter-se em evolução.
Procurar caroço em bananas é tarefa para quem tem tempo à desperdiçar. 
Ficar remoendo é ficar doente.
Mas tem gente que gosta de sentir-se assim.
Com cogumelos de Hiroshima dentro do estomago.

Um pensamento piegas, bem brega, auto-ajuda, me ocorre.
Vamos lá:
É preciso olhar para frente e cultivar para os dias que vem.  
Pois nestes dias você pode agir.
No que passou não.

Parece que foram identificados resquícios de burrice, sarcasmo, rancor ou arrogância incrustados na alma.
Seria isso algum tipo de epifania?
Não sei.
Conheço superficialmente o significado da palavra.
E estou com preguiça de pesquisar.
Mesmo com o Google em frente.
Devo ter achado charmoso o mistério “epifanesco” e não quero pesquisar e ter de reescrever partes texto.
E até mesmo mudar o título.
Agora não.

Pauso a divagação e volto:
A falta de vigília pode ter feito com que ervas daninha tomassem conta de uma das cercas laterais.
Capitalismo, vícios modernos e sorrisos fáceis formam labirintos.
E você vive tão enebriado que nem se dá conta que dobrou na curva errada.
Mas, no final das contas...
Nem se deve reclamar.
Todo o pequeno caos deve ser encarado como um sinal.
Dá tempo de repensar os rumos.
E, por sorte, nem está perto de ser tarde de mais.

Amar gente, amar o mundo, ser feliz...
Viver bem é difícil.
Ou se é um tolo... 
Ou se exige o constante exercício do dom perdido da filosofia:
Que tipo de pessoa você quer ser?
Que tipo de mundo você está defendendo?
Que tipo de pessoas você quer ao seu lado?
O que é preciso para ser feliz?
Você só precisa de um código moral, de um plano existencial, de uma pitada de loucura e de boas energias.
Cuide bem do seu rancho e diga não aos vampiros psíquicos.
Good vibes for me and for you.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

O zepelim em tons pastéis


O zepelim em tons pastéis


Bote o melhor som na vitrola
E deixe a música te levar
Você precisa baixar esta febre
E enganar o vírus de cristal

Deixa eu te provar que isto te faz bem
Vamos passear no Zepelim em tons pastéis

Quando você achar que não agüenta mais dançar
Dance um pouco mais
Você vai transcender a fogueira
E flutuar até o vale dos morangos em flor

Deixa eu te provar que isto te faz bem
Vamos passear no Zepelim em tons pastéis

Beije minha boca com gosto
Como se o mundo fosse acabar
Esqueça que a vida da voltas
Porque o velho trem hoje não vai passar

Deixa eu te provar que isto te faz bem
Vamos passear no Zepelim em tons pastéis

Deixa eu te provar em ondas como o mar
Vamos passear no Zepelim em cores de Almodóvar

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Revolte-se


 Revolte-se



Você já se vendeu
Agora compre-se
Adquira uma ideia, um novo amor
Revolte-se

Você provou de tudo
Agora volte
Já se perdeu com tantas noites
Acorde-se

Você me enche os bolsos de vergonha
Mas eu gosto de ti, eu te quero bem
Você não é exatamente um orgulho
Também gosto de mim e as vezes não gosto ninguém

Então, revolte-se!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um país de mentirinha



 



E lá no alto das montanhas geladas havia uma terra de gigantes homens da pele verde, cabelos amarelos e narizes vermelhos. Eles montavam em dragões, faziam saladas com pés inteiros de bananeiras e adoravam beber água do mar (com peixes e tudo).
Numa nebulosa noite, numa bela casa no alto do vale mais florido, o menino sai de seu quarto e caminha até a cama de pedra dos seus pais. “Papai, não consigo dormir, não tenho sono”. E o sábio homem deitou o filho ao seu lado e disse: - Vou te contar uma história de um país que não existe, de um país de mentirinha.
Imagine um país belo, gigante e imponente, um dos seis países mais ricos do planeta. E mesmo com tanta fartura, a imensa maioria de seus habitantes era pobre, excluída e conformada com esta situação. O seu avô costumava dizer que a pior pobreza não era a econômica, era pobreza de espírito. Acho que concordo com ele, meu filho.
Seus habitantes eram meio sádicos com suas próprias vidas, meio masoquistas, pois deixavam que coiotes cuidassem de suas ovelhas, porcos cuidassem de suas frutas e gatunos vigiassem suas jóias. Claro que não dava certo, problemas aconteciam constantemente, mas mesmo assim eles continuavam aplaudindo e dando crédito para gatunos, porcos e coiotes.
Eles tinham particularidades culturais muito interessantes. Um dia, aquela gente lançou uma festa chamada “favela chick”, com batidas tuxi tuxi e rimas de dar dó. Com apelos sexuais que fariam estivadores criados no bordel passar vergonha. Portanto, o que havia de tão fino, elegante, esnobe ou chick? Nada. A música era popularesca, as danças vulgares e, muitas vezes, os festeiros jogavam seu lixo no chão, falavam palavrões, brigavam, consumiam bebidas, drogas e desciam até o chão. Apenas os corpos moldados em academias, os cortes de cabelo e algumas roupas caras poderiam ser consideradas referenciais de “chiqueza” para os de personalidade fraca, e nada mais. Embalagens sem nada dentro. Viu como era criativo o povo de nossa história meu filho.
Eles também batizaram uma música campestre de “universitária”. Nada contra o som que vem do interior de cada lugar, pois lá mesmo haviam composições e artistas fabulosos da moda de viola e das culturas típicas regionais, mas não era isso que era consumido nas rádios, nas televisões e pelas pessoas. Eles gostavam era da cultura kitsh, quanto mais rasteiro melhor.
“Lêlêlêlê”, “tchê tchererê tchê tchê”, “pápápápá”, “eu quero tchú eu quero tchá”, “ai se eu te pego ai ai”, eram notórios os vestígios do discurso “intelectual e universitário” daquelas composições. Não eram poéticas, complexas, construtivas, apresentavam elementos científicos ou discussões filosóficas para merecerem ser chamadas de “universitárias”. Claro que não, passavam longe do que representa o universo do ensino superior. Era uma música simples feita para pessoas simples, com letras inocentes no começo que depois foram se embriagando com temáticas de sexo, consumo e de desvalorização da mulher.
"Mas por que chamavam essa música de universitária então papai"?
Alguns homens que vendiam essa música resolveram tentar deixar ela mais legal, só na aparência, para dar uma enganadinha e ganhar mais dinheiro. Aí espalharam que era coisa dos ricos, dos descolados, dos inteligentes. Simplesmente jogaram purpurina em cima de um carrinho velho para vendê-lo com um lançamento. Além de criativos eram espertos e sabiam fazer dinheiro, meu filho.
Eles também adoravam televisão, novelas, lutas sangrentas, programas de fofoca e futebol. Nada de papos cabeça, discussões sérias para o futuro do país ou arte. Apenas risos, mesmo que fosse rindo de suas próprias desgraças, o que acontecia na maior parte do tempo. Qualquer ser vivo no universo choraria e se envergonharia diante de sua ruína, mas eles riam e como riam... Faziam piadas, músicas alegres, coreografias lascivas, gravavam reality shows e gargalhavam.
Afinal de contas, quem precisa de educação, de cultura, de protesto e de igualdade social? Eles precisavam é ser felizes, nem que fosse de mentirinha, nem que morressem consumidos pelo nada, com a alma pequenininha e dilacerada por uma existência desperdiçada com a ilusão. Mas, pelo menos, aparentando ser felizes uns para os outros.
Todos parecendo e fingindo, ninguém sendo.
“Ah não papai, essa sua história é ridícula demais, quem acreditaria nisso? Nem eu que sou criança consigo acreditar. Esse lugar não existiria nunca, jamais as pessoas seriam assim tão bobinhas. E olha que eu acredito em gnomos, fadas, fantasmas, alienígenas, bicho papão e até na seleção do Mano Meneses, mas essa sua mentira foi fraca demais. Nunca que as pessoas seriam desse jeito, nunca”!
O homem riu alto, sabia que nem mesmo uma criança seria capaz de acreditar em tamanho absurdo que ele acabara de inventar. Então levantou e foi pegar três rinocerontes na geladeira para preparar um lanche para os dois e esperar o sono chegar.