terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Humanamente sincero
Se eu
tivesse poder eu seria corrupto
Se você me
amar eu serei um canalha
Se eu for
diferente eu não vou ser humano
Se eu pudesse eu pisaria em cada um de vocês
Se eu tivesse um pai rico, eu viraria playboy
Todos são idiotas. Você é, eu também sou
Somos egoístas, hipócritas
Somos seres humanos
Éhhhhh!
O velho Bukowski tinha razão
O velho Bukowski tinha razão
Seja sincero
Seja
autêntico
Não tenha
medo
Grite bem
alto:
A GENTE NÃO VALE NADA!
A GENTE NÃO VALE NADA!
A GENTE NÃO VALE NADA!
É bom fingir
que você tem um coração
O resto é só
maquiagem e ilusão
Ânsias sob o sol de teus olhos, do mundo e dos meus também
Eu podia sair
Sabe tem tanta coisa para fazer
Mas eu não estou a fim
Eu podia beber
Um pouco sozinho
E continuar com meus fantasmas
Sem ânsia de respostas
Por quê?
Eu não vou fazer nada
Nada de mais
Apenas vou sentar acompanhado de minha
solidão
Vou vestir algumas fantasias
Queimar alguns sonhos
E esperar amanhecer
Embriagado entre vinho e pensamento
Trilharei mentiras e verdades
Nos velhos e novos caminhos
Buscando
Iludindo
Suportando
Sobrevivendo
Soltem a âncora
Vou navegar
Na brisa do mar
Sob a luz do luar
Sem lamentar
Sem jamais olhar para trás
Mentira!
Talvez eu olhe sim
Hoje eu podia buscar
O verdadeiro amor
Mas eu não estou a fim
Eu podia colher das minhas loucuras
E das tuas também
Um pouco de mel
Sujo mel
Eu podia flutuar
Sob o sol de teus olhos
Mas eu não estou a fim
Eu podia parar
Por aqui
Mas eu não estou a fim
Eu sei que minha hora vai chegar...
... Um dia
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Amargo
Cola tua boca na minha
E cala essas palavras amargas
Cede o teu corpo para mim
E mata a minha sede de ti
Segue o teu caminho
Ou cegue meus sonhos
Caminhamos sob o fio da navalha das esperanças e ilusões
Tiro você do pensamento, te abraço ou atiro em você
Decisões... Decisões... Decisões... Sanidade... Decisões
Amor próprio... Decisões
Faça algo
Bata palmas ou bata em mim
Desça do muro
Derrube o muro
Toda a história tem começo
Meio
Climax
Crise
Final
Novo início
Esquizofrenia
Teatro
Armagedon
Comercial de margarina
Mas não lembro onde você me deixou
Onde ficamos
Uma rima besta para terminar:
Vai lá garota
Arrasa o quarteirão
Você domina o encanto
Coma meu coração
Mastigue com vontade
Faça dele tua refeição
Mas não maltrate em demasia
Esse tempero maldito
Pode até deixar uma apetitosa aparência
Mas o gosto fica meio amargo no final
Mas o gosto fica meio amargo no final
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Por que Caetano?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Por que você foi gravar com a Maria Gadu Caetano?
terça-feira, 9 de julho de 2013
Combustão espontânea
Você tem bom
gosto
Uma mente instigante
Recebeu atenção
adequada dos pais e mestres
Teve acesso
a educação
Degustou
culturas variadas
Populares,
sofisticadas e alternativas
Soube separar
o trigo do joio
Aprecia
vinhos
Conversas
surpreendentes
Amigos
estranhos e encantadores
Conhece
livros
Pesquisa
filmes
Não vive sem
música
Você gosta
de dançar
É quase
incorruptível
Combate o
erro
As vezes
erra
Você possui um particular senso de humor
Sarcasmo em
excesso também
Anda
tentando se controlar
Mas as vezes
descuida e chuta o balde com força
Você gosta
de ver o que se esconde por trás da arte torta
Acha bom que
ela seja torta
Você não
suporta idiotas
Considera a
civilização estúpida
Parece
estranho e revoltado
Mas é feliz em
seu mundo imaginário
Só que é
ruim viver acuado assim
Pelo imenso e
perturbante mar de ignorância alheia
No plano
real o mundo é cruel
E você um
dia será queimado na fogueira
Não na inquisitória fogueira das bruxas
Mas na fogueira da estupidez humana
Fogueira psicológica
Fogueira de
almas
Fogueira de
vaidades
Fogueira de
inveja
Fogueira de
incompreensão
Fogueira de
arrogância
Fogueiras
alimentadas pelo medo dos covardes
E o pior é
saber que você também acende algumas destas fogueiras
Você também incita
o fogo
Gravetos,
paus de lenha ou gasolina
Você arde imperfeição
Você pode
nem perceber
Ou sofre por
perceber e tenta mudar
Justo você
que sempre quis evitar as queimadas
E ser
sustentavelmente feliz nesse ecossistema existencial
Pode brotar
uma cachoeira ou uma fogueira de seu peito
Ou um pouco
dos dois
Água e fogo
Do choque
deve surgir a fumaça que embaça a sua visão
E te torna
maravilhosamente humano
Escolha um
caminho
Siga adiante
Não tem
jeito
Esse é o
único jeitoquinta-feira, 4 de julho de 2013
Extinção para ti
Se esgueira
como gato
Esbraveja como
um cão
Ladra como
um rato
Briga como
um leão
Come feito
um porco
Pensa como
um tatu
É sensual tipo uma Lesma
Fede mais
que urubu
Envenena como
cobra
Trabalha feito
uma abelha
É bonito
estilo paca
Fode feito
um coelho
Você é um
animal antissocial
Extinção para
ti!
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